domingo, 1 de agosto de 2010

Nós Nuvens


Nós Nuvens

Gosto da leveza das coisas
Da leveza das pessoas
De pessoas de vento
De pensamentos em nuvens e passos em nuvens
Gosto das companhias nas andanças nas nuvens
Gosto da leveza e buniteza de conversas
 Leves como algodão doce
Algodão, algodão remete nuvens
Nuvens que remetem ventos
Ventos que remetem redemoinhos com chuva de sentimentos
Redemoinhos que remetem poeira de palavras, que são tão leves como nuvens que acabaram escapando com a leveza desse pensamento.


Naiara Misa-01/08/2010 -23:20-Conversa com leveza,Keisse.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Lonjura anexa


Ver as vezes  é tão distante

Que a lonjura da presença anexa

 Povoa e presencia o imaginário dos sentidos.

Naiara Misa-29/07/2010 16:00

terça-feira, 13 de julho de 2010

O meu menino

O meu menino painho
Com seu cabelo cinza quase branquinho
Bate uma saudade
Daquele balanço da rede na sala atrapalhando o caminho
Sua voz chamando cedinho “vai levantar não menina? Isso é uma hora bonita pra você ainda tá aí”!
Tenho um menino chamado painho
Que fica bonito de bigode cortado, igual um rapazinho
Tenho um menino chamado painho
Que passa a tarde sentado na cadeira só no balanço, olhando a TV com seus olhinhos verdinhos
Tenho um menino chamado painho
Esse é o meu jeitinho carinhoso de chamar o meu painho
Nival é o seu nome, o meu menininho.

Naiara Misa.
Para Nival Bezerra
27/04/2010.

domingo, 11 de julho de 2010

Pouca pra tantos


A vida às vezes é pouca pra tanta vontade
Pra tanta saudade
A vida às vezes é pouca pra tanta doçura
Pra tanta procura
A vida às vezes é pouca pra tanta melodia
Pra tanta poesia
A vida às vezes é pouca pra tanta alegria
Pra tanta euforia
A vida às vezes é pouca pra tanto desejo
Pra tanto festejo
A vida às vezes é pouca pra tanto sorriso
Pra tanto lirismo
A vida às vezes é pouca pra tanto canto
Pra tanto encanto
A vida às vezes é pouca pra tanta lembrança
Pra tanta esperança
 A vida às vezes é pouca pra tanto amor
Pra tanto fulgor.

Naiara Misa-11/07/2010-01:04 madrugada.



sábado, 10 de julho de 2010

Cio da Noite


Senti o cheiro intenso do cio da noite
Em uma terra incessantemente fecunda
O orvalho frio e lento a penetrava
Arrepios de vento em folhas
Ouvia cantos de prazer 
Que ressoavam, indo e vindo no arvoredo.

Naiara Misa-10/07/2010-22:09

domingo, 13 de junho de 2010


Marés de março

Marés minhas
Marés nossas
Todas troncos
Todas braços
Todas dedos que tateiam
O meu corpo
Os teus braços
Navegação
Os meus traços
Os teus olhares
Que navegam que volteiam
Como eu danço
Em marés de março.
Naiara Misa-12/06/2010.


Vento


Corpo ao relento
Viro-me costas ao vento
Ar-repio de repente
Ouço o vento
Re-espiro
É nesse ato me reinvento
Revivo cada momento.

Naiara Misa-12/06/2010

sábado, 5 de junho de 2010

















Saciando as necessidades dos sentidos

Tenho sede da tua fala
Bebo-te só pra te ouvir
Frio na sua ausência
Aqueço-me na sua imagem só pra te presenciar
Fome do teu toque
Me entupo com a consciência do meu corpo só  pra te sentir.

Naiara Misa. Em 04/06/2010

sábado, 15 de maio de 2010


Uma valsa no mar

O mar nos tragou
Leve mar, pra ver o mar e reencontrar
No balanço do mar
O abraço tão esperado aportou
O mar nos velejou
Leve mar, pra ver o mar e valsar
 Embalados no balanço
Começamos a valsar
O mar nos velejou
Leve mar, pra ver o mar e amar
Valsando ao som do mar
Velejamos somente pra amar. 

Naiara  Misa- 15/05/2010


segunda-feira, 10 de maio de 2010

    picasso--pablo-sleeping-woman-8401269


Presença {des}conhecida

Hoje senti vontade de ir pra casa                           
Esperar, só pra ver alguém
Alguém que, não vem ou talvez nem exista, não sei
Queria sentir a expectativa de esperar alguém
Sentir o abraço de alguém há tempos não abraçado
Queria senti a presença, nem mesmo sabendo de quem... Alguém.

Naiara Misa- aula evolução do espaço cênico-28/04/10







Prazeres de Janela

Quero uma janela
Só pra abrir
Só pra fechar
Só pra me debruçar
Só pra florir
Só pro sol sorrir e vê-lo deitar
Só pro vento entrar
Só pra ver o mar
Ver o monte
Pra folha cair
A poeira entrar
Pro gato deitar, pular
Pra ver o luar
Pra chuva bater
Pro canto entrar
Só pra eu ver quem vai passar
Pra eu sentar
Pra secar roupa
Pra ver desenho em nuvem
Pra eu deslumbrar o céu azul, multicolor
Pra eu me pentear
Pra eu esperar
Pra eu amar
Pra eu sentir
Quero uma janela pra me libertar...abrir..voltar...volta janela.

Naiara  Misa.03/05/2010.


sábado, 24 de abril de 2010


Com o tato
Em contato
Tateio o mundo
Desvendo mares
Em um ato delicado
De ver no escuro com o tato
Entre pautas e relevos ondulares
Desvendo mares
Conheço lugares
Sinto paisagens
De uma margem a outra
Desvendo mares
Com o tato...

Naiara Misa

Escrevi vendo uma menina lendo em braile, praçinha da alegria UFPB  14/04/2010

segunda-feira, 5 de abril de 2010


Teci um texto.


Testando a teia, que tecia a tinta na linha.


Entre novelos de silabas, desenrolo as palavras na textura da folha lisa.


Teço as palavras sem o ponto, quem diria {?}


Mas sabe o que eu queria?



Ser um tear, pra tecer as palavras com pontos sem linha. 
Naiara Misa.05/04/2010 14:08

sábado, 27 de março de 2010

Content{e}am{v}ento

Vem no Vento

No tilintar do tempo

Em um corpo atento

Só resta o contentamento

Com saudade batendo

Agora nesse momento.


Naiara Misa.
Escrevi na aula em baixo da árvore. Tarde do dia 23/03/2010.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

NO CAIR DO A(L)TO


NO CAIR DO A(L)TO

Da janela de casa...
Fui tomada de incessantes calafrios.
Quando assistia e aspirava o cheiro da terra molhada.
O habilidoso e descordenado vento
com seus rodopios e assovios,
direcionava o rumo da senhora chuva.
Chuva que cantarolava, embalava e guiava...
a dança suave e súbita das árvores.
O senhor céu como pano de fundo,
escurecia e reluzia aos efeitos participativos dos relâmpagos
que demarcavam as cenas passageiras e carregadas das nuvens protagonistas.
Onde por sua vez passavam e despiam-se dando lugar ao céu azul, junto com o sol que calorosamente aplaudiam mais um espetáculo do dia.                                                
                                                                                                                 Naiara Misa-17-01-2010


sábado, 19 de dezembro de 2009

Seus olhos de neblina


Me embebiam no saboroso aroma do dia


Me perdia no enlace dos seus braços


Encontrando-me no seu cheiro de pele macia


Em seu beijo doce, atrevido, com sabor de mel, de céu ao léu


Desfaleço os meus sentidos.

Naiara Misa. Para J.Cícero
19/12/2009 12:00

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

                                                               O Beijo , ca. 1923, de Cândido Portinari -




Primeiro contato

Estremeço no cheiro do mormaço
Ao som de gotas do telhado quebrado
Enrosco-me na sua cabeça de galhos
Em um ósculo doce quase roubado
Perdurou uma noite em claro
Instantes que duraram, calorosamente e intensamente marcaram.
1:41-25/10/2009.Para Téo Nicácio.
Naiara Misa 


quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

saudade


Saudades



Saudades! Sim... talvez... e porque não?...
Se o nosso sonho foi tão alto e forte
Que bem pensara vê-lo até à morte
Deslumbrar-me de luz o coração!

Esquecer! Para quê?... Ah! como é vão!
Que tudo isso, Amor, nos não importe.
Se ele deixou beleza que conforte
Deve-nos ser sagrado como pão!

Quantas vezes, Amor, já te esqueci,
Para mais doidamente me lembrar,
Mais doidamente me lembrar de ti!

E quem dera que fosse sempre assim:
Quanto menos quisesse recordar
Mais a saudade andasse presa a mim"!

                     Florbela Espanca 

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

"Mostra tua presença.
Mate-me à tua vista e formosura. 
Olha que essa doença de amor jamais se cura
A não ser com a presença e com a figura"

domingo, 6 de dezembro de 2009

A ausência nunca se fez tão presente quanto agora se faz dentro de mim...


Cabelos presos nos poros do algodão


O cheiro que inebria o sono e sonhos de estar acordada


Fitando o caminho das formigas no compasso do balanço e do vento


Ouvidos atentos a voz que nunca chama, fala e cala


Músicas que invadem meus signos que reagem pulsando num desejo sem começo e fim de apenas querer sentir.


06/09/09

Naiara Misa.