quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

NO CAIR DO A(L)TO


NO CAIR DO A(L)TO

Da janela de casa...
Fui tomada de incessantes calafrios.
Quando assistia e aspirava o cheiro da terra molhada.
O habilidoso e descordenado vento
com seus rodopios e assovios,
direcionava o rumo da senhora chuva.
Chuva que cantarolava, embalava e guiava...
a dança suave e súbita das árvores.
O senhor céu como pano de fundo,
escurecia e reluzia aos efeitos participativos dos relâmpagos
que demarcavam as cenas passageiras e carregadas das nuvens protagonistas.
Onde por sua vez passavam e despiam-se dando lugar ao céu azul, junto com o sol que calorosamente aplaudiam mais um espetáculo do dia.                                                
                                                                                                                 Naiara Misa-17-01-2010


3 comentários:

  1. ei, o cheiro da terra de catolé é poderoso!

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  2. Posso imaginar uma foto pra esse poema! Adorei!

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