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terça-feira, 17 de maio de 2011

Emprenhemos {nós}

Ando prenha de desejos insaciáveis
De cheiros inebriáveis
Ando prenha de saudade
Prenha de paisagens
Prenha de abraços apertados
De choros inconsoláveis
Ando prenha de palavras inventadas
Penha de memórias esquecidas, relembradas
Prenha de manhas adormecidas, acordadas
Prenha de um futuro promissor
Prenha de chuvas inesperadas, tempestivas
Ando prenha de uma fome que devora
Prenha do tempo que demora
Prenha de medos que apavoram, encorajam
 Prenha de uma vontade de ir embora
Prenha de dores que melhoram
Prenha de um mundo lá de fora
Prenha de uma grande felicidade
Ando prenha de corpo e alma
Prenha da minha metade
Prenha de um céu azulado
Prenha de risadas sugestivas
Prenha de janelas abertas e floridas
Prenha de imagens de fumaça
Prenha de sabores improváveis
Prenha de vidas juntas e separadas
Ando prenha de um dengo demorado
Prenha de olhinhos apertados
Prenha de cantinhos mágicos
De cabelos despenteados
Prenha de caminhos desconhecidos
Prenha de todo sentimento verdadeiro
Que cresce o tempo inteiro.
 E nascerá em todas as vidas.


Naiara Misa-10/05/2011- Onze meses de muito amor, para o meu amor Cícero.


quinta-feira, 13 de janeiro de 2011





Anelo


As tuas mãos abrem caminhos
Neste corpo de menina
Que manhosa de carinhos
no teu colo se aninha
suaves vão percorrendo
pernas, sexo e peito,
nesse encaixe perfeito
Muito devagarzinho,
os meus lábios sua boca  toca
em desejos que trasbordam
cheiros que exalam
o amor de  agora e de outrora...


Para meu amor azul J.Cícero


Naiara Misa- 16/10/2010

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Lonjura anexa


Ver as vezes  é tão distante

Que a lonjura da presença anexa

 Povoa e presencia o imaginário dos sentidos.

Naiara Misa-29/07/2010 16:00

terça-feira, 13 de julho de 2010

O meu menino

O meu menino painho
Com seu cabelo cinza quase branquinho
Bate uma saudade
Daquele balanço da rede na sala atrapalhando o caminho
Sua voz chamando cedinho “vai levantar não menina? Isso é uma hora bonita pra você ainda tá aí”!
Tenho um menino chamado painho
Que fica bonito de bigode cortado, igual um rapazinho
Tenho um menino chamado painho
Que passa a tarde sentado na cadeira só no balanço, olhando a TV com seus olhinhos verdinhos
Tenho um menino chamado painho
Esse é o meu jeitinho carinhoso de chamar o meu painho
Nival é o seu nome, o meu menininho.

Naiara Misa.
Para Nival Bezerra
27/04/2010.

domingo, 13 de junho de 2010


Marés de março

Marés minhas
Marés nossas
Todas troncos
Todas braços
Todas dedos que tateiam
O meu corpo
Os teus braços
Navegação
Os meus traços
Os teus olhares
Que navegam que volteiam
Como eu danço
Em marés de março.
Naiara Misa-12/06/2010.

sábado, 5 de junho de 2010

















Saciando as necessidades dos sentidos

Tenho sede da tua fala
Bebo-te só pra te ouvir
Frio na sua ausência
Aqueço-me na sua imagem só pra te presenciar
Fome do teu toque
Me entupo com a consciência do meu corpo só  pra te sentir.

Naiara Misa. Em 04/06/2010

sábado, 15 de maio de 2010


Uma valsa no mar

O mar nos tragou
Leve mar, pra ver o mar e reencontrar
No balanço do mar
O abraço tão esperado aportou
O mar nos velejou
Leve mar, pra ver o mar e valsar
 Embalados no balanço
Começamos a valsar
O mar nos velejou
Leve mar, pra ver o mar e amar
Valsando ao som do mar
Velejamos somente pra amar. 

Naiara  Misa- 15/05/2010