O meu menino painho
Com seu cabelo cinza quase branquinho
Bate uma saudade
Daquele balanço da rede na sala atrapalhando o caminho
Sua voz chamando cedinho “vai levantar não menina? Isso é uma hora bonita pra você ainda tá aí”!
Tenho um menino chamado painho
Que fica bonito de bigode cortado, igual um rapazinho
Tenho um menino chamado painho
Que passa a tarde sentado na cadeira só no balanço, olhando a TV com seus olhinhos verdinhos
Tenho um menino chamado painho
Esse é o meu jeitinho carinhoso de chamar o meu painho
Nival é o seu nome, o meu menininho.
Naiara Misa.
Para Nival Bezerra
27/04/2010.
terça-feira, 13 de julho de 2010
domingo, 11 de julho de 2010
Pouca pra tantos
A vida às vezes é pouca pra tanta vontade
Pra tanta saudade
A vida às vezes é pouca pra tanta doçura
Pra tanta procura
A vida às vezes é pouca pra tanta melodia
Pra tanta poesia
A vida às vezes é pouca pra tanta alegria
Pra tanta euforia
A vida às vezes é pouca pra tanto desejo
Pra tanto festejo
A vida às vezes é pouca pra tanto sorriso
Pra tanto lirismo
A vida às vezes é pouca pra tanto canto
Pra tanto encanto
A vida às vezes é pouca pra tanta lembrança
Pra tanta esperança
A vida às vezes é pouca pra tanto amor
Pra tanto fulgor.
Naiara Misa-11/07/2010-01:04 madrugada.
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sábado, 10 de julho de 2010
Cio da Noite
Em uma terra incessantemente fecunda
O orvalho frio e lento a penetrava
Arrepios de vento em folhas
Ouvia cantos de prazer
Que ressoavam, indo e vindo no arvoredo.
Naiara Misa-10/07/2010-22:09
domingo, 13 de junho de 2010
Vento
Corpo ao relento
Viro-me costas ao vento
Ar-repio de repente
Ouço o vento
Re-espiro
É nesse ato me reinvento
Revivo cada momento.
Naiara Misa-12/06/2010
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sábado, 5 de junho de 2010
sábado, 15 de maio de 2010
Uma valsa no mar
O mar nos tragou
Leve mar, pra ver o mar e reencontrar
No balanço do mar
O abraço tão esperado aportou
O mar nos velejou
Leve mar, pra ver o mar e valsar
Embalados no balanço
Começamos a valsar
O mar nos velejou
Leve mar, pra ver o mar e amar
Valsando ao som do mar
Velejamos somente pra amar.
Naiara Misa- 15/05/2010
segunda-feira, 10 de maio de 2010
picasso--pablo-sleeping-woman-8401269
Presença {des}conhecida
Hoje senti vontade de ir pra casa
Esperar, só pra ver alguém
Alguém que, não vem ou talvez nem exista, não sei
Queria sentir a expectativa de esperar alguém
Sentir o abraço de alguém há tempos não abraçado
Queria senti a presença, nem mesmo sabendo de quem... Alguém.
Naiara Misa- aula evolução do espaço cênico-28/04/10
Prazeres de Janela
Quero uma janela
Só pra abrir
Só pra fechar
Só pra me debruçar
Só pra florir
Só pro sol sorrir e vê-lo deitar
Só pro vento entrar
Só pra ver o mar
Ver o monte
Pra folha cair
A poeira entrar
Pro gato deitar, pular
Pra ver o luar
Pra chuva bater
Pro canto entrar
Só pra eu ver quem vai passar
Pra eu sentar
Pra secar roupa
Pra ver desenho em nuvem
Pra eu deslumbrar o céu azul, multicolor
Pra eu me pentear
Pra eu esperar
Pra eu amar
Pra eu sentir
Quero uma janela pra me libertar...abrir..voltar...volta janela.
Naiara Misa.03/05/2010.
sábado, 24 de abril de 2010
Com o tato
Em contato
Tateio o mundo
Desvendo mares
Em um ato delicado
De ver no escuro com o tato
Entre pautas e relevos ondulares
Desvendo mares
Conheço lugares
Sinto paisagens
De uma margem a outra
Desvendo mares
Com o tato...
Naiara Misa
Escrevi vendo uma menina lendo em braile, praçinha da alegria UFPB 14/04/2010
segunda-feira, 5 de abril de 2010
sábado, 27 de março de 2010
Content{e}am{v}ento
Vem no Vento
No tilintar do tempo
Em um corpo atento
Só resta o contentamento
Com saudade batendo
Agora nesse momento.
Naiara Misa.
Escrevi na aula em baixo da árvore. Tarde do dia 23/03/2010.
No tilintar do tempo
Em um corpo atento
Só resta o contentamento
Com saudade batendo
Agora nesse momento.
Escrevi na aula em baixo da árvore. Tarde do dia 23/03/2010.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
NO CAIR DO A(L)TO
NO CAIR DO A(L)TO
Da janela de casa...
Fui tomada de incessantes calafrios.
Quando assistia e aspirava o cheiro da terra molhada.
O habilidoso e descordenado vento
com seus rodopios e assovios,
direcionava o rumo da senhora chuva.
Chuva que cantarolava, embalava e guiava...
a dança suave e súbita das árvores.
O senhor céu como pano de fundo,
escurecia e reluzia aos efeitos participativos dos relâmpagos
que demarcavam as cenas passageiras e carregadas das nuvens protagonistas.
Onde por sua vez passavam e despiam-se dando lugar ao céu azul, junto com o sol que calorosamente aplaudiam mais um espetáculo do dia.
Naiara Misa-17-01-2010
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sábado, 19 de dezembro de 2009
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
O Beijo , ca. 1923, de Cândido Portinari -
Primeiro contato
Estremeço no cheiro do mormaço
Ao som de gotas do telhado quebrado
Enrosco-me na sua cabeça de galhos
Em um ósculo doce quase roubado
Perdurou uma noite em claro
Instantes que duraram, calorosamente e intensamente marcaram.
1:41-25/10/2009.Para Téo Nicácio.
Naiara Misa
Naiara Misa
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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
saudade
Saudades
Saudades! Sim... talvez... e porque não?...
Se o nosso sonho foi tão alto e forte
Que bem pensara vê-lo até à morte
Deslumbrar-me de luz o coração!
Esquecer! Para quê?... Ah! como é vão!
Que tudo isso, Amor, nos não importe.
Se ele deixou beleza que conforte
Deve-nos ser sagrado como pão!
Quantas vezes, Amor, já te esqueci,
Para mais doidamente me lembrar,
Mais doidamente me lembrar de ti!
E quem dera que fosse sempre assim:
Quanto menos quisesse recordar
Mais a saudade andasse presa a mim"!
Florbela Espanca
Que bem pensara vê-lo até à morte
Deslumbrar-me de luz o coração!
Esquecer! Para quê?... Ah! como é vão!
Que tudo isso, Amor, nos não importe.
Se ele deixou beleza que conforte
Deve-nos ser sagrado como pão!
Quantas vezes, Amor, já te esqueci,
Para mais doidamente me lembrar,
Mais doidamente me lembrar de ti!
E quem dera que fosse sempre assim:
Quanto menos quisesse recordar
Mais a saudade andasse presa a mim"!
Florbela Espanca
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
domingo, 6 de dezembro de 2009
A ausência nunca se fez tão presente quanto agora se faz dentro de mim...
Cabelos presos nos poros do algodão
O cheiro que inebria o sono e sonhos de estar acordada
Fitando o caminho das formigas no compasso do balanço e do vento
Ouvidos atentos a voz que nunca chama, fala e cala
Músicas que invadem meus signos que reagem pulsando num desejo sem começo e fim de apenas querer sentir.
06/09/09
Naiara Misa.
Cabelos presos nos poros do algodão
O cheiro que inebria o sono e sonhos de estar acordada
Fitando o caminho das formigas no compasso do balanço e do vento
Ouvidos atentos a voz que nunca chama, fala e cala
Músicas que invadem meus signos que reagem pulsando num desejo sem começo e fim de apenas querer sentir.
06/09/09
Naiara Misa.
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Ron-ron de Madlene

Madlene e Eu
O gato é uma maquininha
que a natureza inventou;
tem pêlo, bigode, unhas
e dentro tem um motor.
Mas um motor diferente
desses que tem nos bonecos
porque o motor do gato
não é um motor elétrico.
É um motor afetivo
que bate em seu coração
por isso faz ron-ron
para mostrar gratidão.
No passado se dizia
que esse ron-ron tão doce
era causa de alegria
pra quem sofria de tosse.
Tudo bobagem, despeito,
calúnias contra o bichinho:
esse ron-ron em seu peito
não é doença – é carinho.
Ferreira Gullar
Poema do livro
“Um Gato Chamado Gatinho”
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Afeto...

Sonhei e senti que o sonho era quem me sonhara...
Perseguição com o medo de perder o que já era meu e crescia dentro de mim..
O medo de acordar e não sentir o que me parecia impossível sentir em estado insone,insano ou de sonho...
Entorpecia meu corpo com dor e prazer, vendo o que brotava dentro de mim...
Vivi e senti o cheiro, o abraço e o afeto que ficou adormecido nos meus nove anos de
menina.
Sensação de não ser mais menina, mas agora ser todo o abraço...
Não sei se sonhava, ou acordava de um sonho de estar acordada, ou o sonho sonhava por mim, só sei que senti....afeto Materno.
Perseguição com o medo de perder o que já era meu e crescia dentro de mim..
O medo de acordar e não sentir o que me parecia impossível sentir em estado insone,insano ou de sonho...
Entorpecia meu corpo com dor e prazer, vendo o que brotava dentro de mim...
Vivi e senti o cheiro, o abraço e o afeto que ficou adormecido nos meus nove anos de
menina.
Sensação de não ser mais menina, mas agora ser todo o abraço...
Não sei se sonhava, ou acordava de um sonho de estar acordada, ou o sonho sonhava por mim, só sei que senti....afeto Materno.
Sonho do dia 08/09/09/
Naiara Misa
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