terça-feira, 12 de junho de 2012

INSTANTE DO DENTRO




Concentro no meu centro
não o rubro, mais o azulado
desejo ser um instante do dentro de Barros
num silêncio que me calo
em toda uma vida colorida
de todas as cores, me misturo
 sou primária secundária  Azul
em cada parte que em mim parte
em parte e sou toda azul de vida
escondo uma caixa revestida
 com o silêncio das árvores
quero ter e ser um Bernardo que ‘é quase árvore’
pra ter a alma de silêncio e pousar pássaros
sou alimentada em  corpo com chuva
lambida de vento em nuvens
sinto tudo mais  que um segundo
sou todo amor dentro do azul no outro.



Naiara Misa. 12/06/12
13:40

quinta-feira, 17 de maio de 2012

FEZ-SE ESTAR

Fez-se palavra
O que outrora era
Tela
No  instante da presença
Fez-se verso, vento e prosa.
Em corpos e copos
No deleite de conversas.



01-05-12
Naiara Misa.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Emprenhemos {nós}

Ando prenha de desejos insaciáveis
De cheiros inebriáveis
Ando prenha de saudade
Prenha de paisagens
Prenha de abraços apertados
De choros inconsoláveis
Ando prenha de palavras inventadas
Penha de memórias esquecidas, relembradas
Prenha de manhas adormecidas, acordadas
Prenha de um futuro promissor
Prenha de chuvas inesperadas, tempestivas
Ando prenha de uma fome que devora
Prenha do tempo que demora
Prenha de medos que apavoram, encorajam
 Prenha de uma vontade de ir embora
Prenha de dores que melhoram
Prenha de um mundo lá de fora
Prenha de uma grande felicidade
Ando prenha de corpo e alma
Prenha da minha metade
Prenha de um céu azulado
Prenha de risadas sugestivas
Prenha de janelas abertas e floridas
Prenha de imagens de fumaça
Prenha de sabores improváveis
Prenha de vidas juntas e separadas
Ando prenha de um dengo demorado
Prenha de olhinhos apertados
Prenha de cantinhos mágicos
De cabelos despenteados
Prenha de caminhos desconhecidos
Prenha de todo sentimento verdadeiro
Que cresce o tempo inteiro.
 E nascerá em todas as vidas.


Naiara Misa-10/05/2011- Onze meses de muito amor, para o meu amor Cícero.


sábado, 30 de abril de 2011

Que saudade imensa tenho de ti
Que saudade demorada tenho de mim
Pois estou submersa em ti, nessa pressa de me econtrar
me demorar em ti,  só pra chegar em mim...
Quando só me encontro em ti e você em mim.


Te amo muito ...saudade....
Para:J.Cícero

Naiara Misa- 30/04/2011

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011





Anelo


As tuas mãos abrem caminhos
Neste corpo de menina
Que manhosa de carinhos
no teu colo se aninha
suaves vão percorrendo
pernas, sexo e peito,
nesse encaixe perfeito
Muito devagarzinho,
os meus lábios sua boca  toca
em desejos que trasbordam
cheiros que exalam
o amor de  agora e de outrora...


Para meu amor azul J.Cícero


Naiara Misa- 16/10/2010

domingo, 7 de novembro de 2010



Profunda falta


A gente cresce e perde as cores bonitas de ser feliz
 Ser menino, ser menina, ser criança
A gente cresce, aprende a amarrar o cadarço
A vestir o vestido e dá o laço
A tomar banho sozinho
A fazer trança no cabelo
A vestir roupa sem graça, sem cores o tempo inteiro, pra viver ao contrário.
Viver ao contrário, sem o gosto doce de criança lambuzada
Sem a roupa sujinha toda enlameada
Sem os pés gigantes do pai, pra subir e ser gente grande na caminhada
Sem o peito quente materno com manhas e choros desconsolados
Sem o cheiro de comida na cozinha
Sem a pressão pra comer mesmo estando empanturrado
Sem o aconchego gostoso de lençóis branquinhos e quentinhos na hora de dormir acompanhado de pezinhos cobertos, empacotados em noites bonitas, porém demoradas.
A gente cresce e perde as cores bonitas de viver e sentir, pra viver ao contrário.



Naiara Misa- em 07/10/2010

sexta-feira, 13 de agosto de 2010




É MAIS QUE ISSO





Tem dias que parece ser de choro e de chuva, talvez não só de choro e de chuva, mas de uma saudosa lembrança alegre. Esses dias que você anda pelas ruas e, subitamente, o céu desanuviado preenche-se por um manto cinza, acompanhado por uma neblina suave e fria que se embebe em seu rosto e corpo com rajadas de ventos, tornando o percurso ruim pra alguns e prazeroso e molhado pra outros. A rua se torna vazia, pois as pessoas não querem se molhar por vários motivos:
Porque não quer molhar o cabelo
Porque não quer molhar o seio
Porque não quer molhar o sapato caro
Porque não quer molhar a capa de um livro raro
Porque não quer molhar os celulares
Porque não quer sentir o frio
Porque não quer ficar febril
Ou até mesmo porque não gostam de chuva.
Algumas pessoas não sabem e, por algum motivo não gostam da chuva, não sabem elas os prazeres e efeitos que uma chuva pode proporcionar ao nosso corpo e aos nossos sentidos, as reações e sensações que podem ser de frio, arrepio, ou até uma lembrança da infância esquecida em algum lugar da sua memória sensitiva e emotiva. Pois é, a chuva pra mim, não é só o cair de água em uma condensação de uma nuvem fria com uma nuvem quente, as mesmas podem está brincando de quente e frio de abraços em forma de gotas pra ver quem chega primeiro na terra, a chuva pode ser o choro de um céu com lembranças e saudade da noite, pode ser o dar e receber dos mares e rios pode ser o riso e alimento das árvores, pode ser o choro que banha pensamentos tristes e alegres, pode ser o germinar de sementes em terras férteis, pode ser a limpeza de caminhos, pode ser a música em notas de telhados desafinados, pode ser o “casamento da raposa”, pode ser o deleite de guarda-chuvas, pode ser o aconchego de enamorados, pode ser o frio dos desabrigados, pode ser o banho dos pássaros. A chuva é bem mais que isso Ela me causa e me traz sensações, reações diversas e indescritíveis (indispensáveis), que só quem sente, sabe; só quem molha lembra, quem sente chove, quem chove chuva, quem sente a rua,quem é de chuva, sempre sente... chove chuva, em mim sempre...

Naiara Misa-dia de chuva-12/08/2010.21:53

domingo, 1 de agosto de 2010

Nós Nuvens


Nós Nuvens

Gosto da leveza das coisas
Da leveza das pessoas
De pessoas de vento
De pensamentos em nuvens e passos em nuvens
Gosto das companhias nas andanças nas nuvens
Gosto da leveza e buniteza de conversas
 Leves como algodão doce
Algodão, algodão remete nuvens
Nuvens que remetem ventos
Ventos que remetem redemoinhos com chuva de sentimentos
Redemoinhos que remetem poeira de palavras, que são tão leves como nuvens que acabaram escapando com a leveza desse pensamento.


Naiara Misa-01/08/2010 -23:20-Conversa com leveza,Keisse.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Lonjura anexa


Ver as vezes  é tão distante

Que a lonjura da presença anexa

 Povoa e presencia o imaginário dos sentidos.

Naiara Misa-29/07/2010 16:00

terça-feira, 13 de julho de 2010

O meu menino

O meu menino painho
Com seu cabelo cinza quase branquinho
Bate uma saudade
Daquele balanço da rede na sala atrapalhando o caminho
Sua voz chamando cedinho “vai levantar não menina? Isso é uma hora bonita pra você ainda tá aí”!
Tenho um menino chamado painho
Que fica bonito de bigode cortado, igual um rapazinho
Tenho um menino chamado painho
Que passa a tarde sentado na cadeira só no balanço, olhando a TV com seus olhinhos verdinhos
Tenho um menino chamado painho
Esse é o meu jeitinho carinhoso de chamar o meu painho
Nival é o seu nome, o meu menininho.

Naiara Misa.
Para Nival Bezerra
27/04/2010.

domingo, 11 de julho de 2010

Pouca pra tantos


A vida às vezes é pouca pra tanta vontade
Pra tanta saudade
A vida às vezes é pouca pra tanta doçura
Pra tanta procura
A vida às vezes é pouca pra tanta melodia
Pra tanta poesia
A vida às vezes é pouca pra tanta alegria
Pra tanta euforia
A vida às vezes é pouca pra tanto desejo
Pra tanto festejo
A vida às vezes é pouca pra tanto sorriso
Pra tanto lirismo
A vida às vezes é pouca pra tanto canto
Pra tanto encanto
A vida às vezes é pouca pra tanta lembrança
Pra tanta esperança
 A vida às vezes é pouca pra tanto amor
Pra tanto fulgor.

Naiara Misa-11/07/2010-01:04 madrugada.



sábado, 10 de julho de 2010

Cio da Noite


Senti o cheiro intenso do cio da noite
Em uma terra incessantemente fecunda
O orvalho frio e lento a penetrava
Arrepios de vento em folhas
Ouvia cantos de prazer 
Que ressoavam, indo e vindo no arvoredo.

Naiara Misa-10/07/2010-22:09

domingo, 13 de junho de 2010


Marés de março

Marés minhas
Marés nossas
Todas troncos
Todas braços
Todas dedos que tateiam
O meu corpo
Os teus braços
Navegação
Os meus traços
Os teus olhares
Que navegam que volteiam
Como eu danço
Em marés de março.
Naiara Misa-12/06/2010.


Vento


Corpo ao relento
Viro-me costas ao vento
Ar-repio de repente
Ouço o vento
Re-espiro
É nesse ato me reinvento
Revivo cada momento.

Naiara Misa-12/06/2010

sábado, 5 de junho de 2010

















Saciando as necessidades dos sentidos

Tenho sede da tua fala
Bebo-te só pra te ouvir
Frio na sua ausência
Aqueço-me na sua imagem só pra te presenciar
Fome do teu toque
Me entupo com a consciência do meu corpo só  pra te sentir.

Naiara Misa. Em 04/06/2010